Somos muitos, mas fazemos pouco

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Recentemente li uma matéria que me deixou intrigado e um tanto decepcionado. O estudo foi realizado pela empresa WIN/Gallup em mais de 65 países e concluiu que lugares com maior índice de ateus são os com menores índices de criminalidade, de corrupção, suicídio, dentre outros. Fato que a grande parte desses países apresentaram o IDH elevado com o nível de escolaridade alto. Dentre eles estava Noruega, Dinamarca e Suécia cujo número de ateus passa de 80% da população.

Segundo o IBGE, mais de 85% da população brasileira se declara Cristã, dividida principalmente entre Católicos e Protestantes. Por tratar-se de um país predominantemente Cristão, como explicar tanta violência, falta de pudor, corrupção, desigualdade social e tantas outras desgraças que assolam nosso país?

Na Bíblia existem algumas passagens que relatam a conduta de uma nação atrelada ao relacionamento dela com Deus. Israel passou por altos e baixos de acordo com o seu relacionamento com Deus, o engraçado é que essas nações quando longe de Deus viviam toda espécie de males, mas ao se redimirem e se aproximar Dele novamente, elas prosperavam, não só economicamente, mas com igualdade e justiça. Porém o que os números apresentados acima revelam é completamento o oposto. Isso me leva a pensar em duas hipóteses:

  1. Uma alta porcentagem dos 85% mentiu sobre sua religião
  2. Realmente não fazemos nada além de buscar nossos próprios interesses.

Nenhuma delas alivia nossas responsabilidades. É a hora de carregarmos a cruz mais do que exibi-la. É realmente maravilhoso viver em um país com uma diversidade incrível e liberdade religiosa,  mas certa vez ouvi a seguinte frase:

Não tenham dó dos Cristãos da China. Pelo menos as perseguições nos mantêm alertas para o fato de que estamos numa guerra espiritual. Sabemos para quem estamos lutando. Também sabemos quem é o inimigo. E lutamos todos os dias. Por isso, talvez sejamos nós,  os cristãos da China, que devamos orar pelos cristãos dos países livres, pois com tanta diversão, tecnologia, facilidades e liberdade, muitos já não consigam perceber a guerra espiritual que os cerca.

Sobre a questão inicial: Por tratar-se de um país predominantemente Cristão como explicar tanta violência, falta de pudor, corrupção, desigualdade social e tantas outras desgraças que assolam nosso país? Penso que não temos uma resposta pronta para isso, mesmo porque o tema não é simples, mas gostaria de propor três questões para refletirmos:

  1. Onde nossos dízimos estão sendo aplicados? São projetos relevantes ou extravagâncias para divulgar bandeira de igreja?
  2. Qual é a qualidade do ensino bíblico? A educação oferecida é do tipo ‘depósitos bancários’ ou te leva uma reflexão de um Deus justo e amoroso? É um ensino inclusivo ou é necessário ser PhD para compreender a explanação?
  3. Quais as pequenas ações que se fizermos frequentemente terão grande impacto no logo prazo? Tanto como Igreja, quanto como discípulos.

É irônico dizer, mas as vezes nos conformamos com um cenário problemático simplesmente por acreditar que Cristo está voltando, quando é exatamente isso que deveria nos mover em direção a restauração de pessoas e contextos, né?

 

 

 

 

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