Série Cristãos Invisíveis // #01 SP Invisível

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Enquanto alguns estampam a cruz no peito, outros acreditam que o melhor lugar seja sobre os ombros, e carregam de forma silenciosa e criativa. Através de movimentos, plataformas e business, levam o cristianismo em forma de valores sólidos. E é exatamente isso que queremos mostrar na nossa série Cristãos Invisíveis  – iniciativas lideradas por cristãos.

Existe uma divisão gnóstica sobre o sagrado e o profano, que embora seja do século passado ainda permeia o cristianismo nos dias de hoje, a ideia de quem trabalha dentro das quatro paredes da igreja agrada mais a Deus do que quem serve a Cristo em outras esferas da sociedade, também é ponto de interrogação na mente de muitos cristãos. E é exatamente isso que queremos desmistificar na nossa série Cristãos Invisíveis – iniciativas lideradas por cristãos.

Enquanto nossa imagem perante a mídia e a sociedade anda bem rabiscada, essas iniciativas são elogiadas e envolvem cada vez mais pessoas ao compartilharem ações, conhecimento e intenções que fortalecem desejos comuns ao invés de contra atacarem os que pensam diferente de nós. E é exatamente isso que queremos divulgar na nossa série Cristãos Invisíveis – iniciativas lideradas por cristãos.

No fim, você vai perceber que em todas as publicações da série a pergunta: Como você enxerga o evangelho aplicado no seu projeto? se repete, afinal essa foi nossa principal intenção – expor o evangelho que existe por trás da causa.

Além de acompanhar as postagens, você também pode sugerir projetos através nosso contato 🙂

 


#01 // Cristão Invisíveis, post de hoje:

SP Invisível

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“Deus é um cara que não chama seu filho de nóia, drogado, crackudo, como a sociedade faz com a pessoa em situação de rua”

 

Fundadores:  Vinicius Lima, 20  e André Soller, 22

Sobre o movimento: “Sonhamos e lutamos por um dia em que não exista mais o “outro”, apenas o “próximo”. O “outro” vive distante e a vida dele não tem nada a ver com a minha. O “próximo” está bem perto e sou responsável, sim, pela vida dele. Minha relação com o “outro” é de caridade e vertical, minha relação com o “próximo” é de justiça e horizontal. Em outras palavras, sonhamos com o dia em que o SP Invisível não precise mais existir.”

É assim que o SP invisível se apresenta na descrição do site spinvisivel.com . Para quem desconhece o assunto, o SP Invisível é um projeto movimento que fotografa e conta histórias de moradores de rua e compartilha com mais de 267 mil fans no Facebook.

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Na foto André Soller, o apresentador Abujamra e Vinícius Lima

 

Todos os dias, às 23h novas histórias são publicadas. São histórias reais, de pessoas de verdade. Nos relatos de cada invisível, é possível enxergar o porquê de ser como são e fazer o que fazem, tem uma história por trás de seus atos e personalidades e muitas vezes, essa história é a única coisa que eles têm.

Recentemente eles criaram séries para para contar histórias de grupos específicos em suas publicações, como por exemplo, Estudantes Invisíveis que mostram estudantes e seus relatos sobre s ocupações das escolas de SP. A mais recente é Atletas Invisíveis que contará a história de 5 garotos que vieram do Haiti disputar a Copa São Paulo de Futebol Junior e dar início ao sonho de ser jogador profissional.

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Embora a palavra próximo e justiça sejam comuns no vocabulário cristão, não é explícito o vínculo que o projeto tem com os ensinamentos de Cristo, e não querem que seja, porque  a ideia não é evangelizar, não é dar atenção em troca de aceitação de uma doutrina, a ideia é humanizar, é tocar os intocáveis, é ver os invisíveis, como Jesus fez.  Sem levantar bandeira, só levando amor, luz, câmera e atenção.

 

Como eles enxergam o evangelho aplicado no SP Invisível?

O SP Invisível tem a proposta de conscientizar as pessoas de que todos são seres humanos, todos tem um nome e uma história para que assim as pessoas que leem as histórias se tornarem mais humanas e compassivas com o outro porque veem que são todos iguais. Eu acho que isso tem tudo a ver com o evangelho porque Deus é um cara que não chama seu filho de nóia, drogado, crackudo, como a sociedade faz com a pessoa em situação de rua, Ele é um cara que lembra o seu nome e diz “esse é meu filho amado em quem eu tenho prazer e ele é igual a vocês, é a minha imagem e semelhança”. Vinicius Lima

 

 

 

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