O que rolou na primeira temporada da série Cristãos Invisíveis

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Queria que esse post fosse para encerrar a primeira temporada da série Cristãos Invisíveis e compartilhar com vocês alguns fatos interessantes que ela nos proporcionou, mas confesso que não consegui falar do final, sem contar o começo. E bem, ficou mais longo do que eu gostaria, mas dá pra ler (eu acho):

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No dia 10 de janeiro de 2016, publiquei a primeira iniciativa que iria compor a série Cristãos Invisíveis, com o post sobre o SP Invisível. Ao clicar em “Publicar Post” foi uma sensação de libertação (óbvio que não no sentido espiritual da palavra).

A motivação por trás dessa série era mostrar que cristianismo não se resume a homofobia, politicagem e opiniões extremas e preconceituosas, aliás isso nem pode ser considerado cristianismo.

Enfim, muitas vezes por estarmos dentro das nossas igrejas e conviver com pessoas que partilham da mesma fé que a nossa, perdemos a noção de como nossa imagem de cristão está perante a sociedade. Faça um teste: pergunte para alguém (não cristão) na sua escola, no seu trabalho, como ele define um cristão? Pode ter certeza que adjetivos negativos vão surgir na resposta, mesmo que seguidos de risadas e zueiras.

De fato o que é divulgado na mídia é a homofobia, atitudes que não condizem com as falas, dízimos e roubos. Você pode até dizer que é o demônio, perseguição ou que a opinião daquela pessoa não importa porque Deus olha o íntimo, mas não é verdade. Importa, impacta, influência e nós temos responsabilidade sobre isso.

Certa vez Lutero afirmou que não somos responsáveis só pelo que dizemos, mas também pelo que não dizemos; seguindo a mesma linha, Martin Luther King  Jr. disse que o preocupante não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons. Foi essa fala não dita e esse silêncio ensurdecedor que procuramos quebrar com a série Cristãos Invisíveis.

“Nossa mas o blog de vocês nem é tão conhecido e já querem quebrar o silêncio? ” Sim, é verdade. Não atingimos 100% da população brasileira (nem aquele 1%) e nem influenciamos uma mudança de paradigma na sociedade. Nós apenas começamos.

Outro dia, passeando pelas abas do meu navegador, vi um texto que dizia que o brasileiro com medo de fazer pouco não fazia nada. Bem, foi esse pouco que saiu em cada publicação e a sensação de libertação vinha de saber que, de certa forma, aquilo era melhor do que nada.

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Sim, foi intencional o cara parecer o Jesus dos filmes.

Porém, ao disponibilizar um conteúdo na internet você está sujeito a qualquer reação massiva e após a sensação de “Uhuul! Me posicionei perante a sociedade” (cidadã honorária, Mulher ONU, queridinha de Jesus, #diferentona), vem um medo e uma ansiedade do caramba, acompanhadas de pensamentos do tipo: “Será que vão metralhar nos comentários?”, “Será que vão gostar dos projetos?”, “Será que escrevi direitinho?”. Então é a hora de crer.

Ao participar de um blog cristão os passos são: escrever, ler, reler, publicar, orar e crer. Não necessariamente nessa ordem. Por mais métricas e estratégias digitais que auxiliem a atingir o resultado desejado, existe um Deus que usa e abusa das situações mais inusitadas para fazer a vontade Dele, essa que por mais perfeita, tranquila e favorável, não chega pra gente por e-mail, né?

Então o que aconteceu do primeiro post em diante foi o seguinte…

(Era pra esse post começar aqui, so sorry)

Soltei o primeiro post do SP Invisível na nossa fanpage e tivemos 1.103 pessoas alcançadas de forma orgânica. Uma delas foi o Nivaldo, que comentou na publicação dizendo que embora o projeto fosse legal eles não abordavam o evangelho da Salvação e nem a pregação a Cruz de Cristo nas interações com os moradores de Ruas. Daí veio o primeiro feedback. A intenção da série é mostrar justamente projetos que levam princípios bíblicos sem bandeira religiosa. Então, se surgiu esse tipo de comentário é porque a mensagem principal não estava clara, né?  Bora ajustar o formato para os próximos..

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No segundo post, já ajustado, foi a vez do Mode.Fica, tivemos um alcance menor, 687 pessoas no orgânico, porém uma dessas pessoas foi a Amanda, que enviou essa mensagem pra gente:

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E sim, nós queremos colaboração de fora! Conversa vai e conversa vem, e então a Amanda escreveu um baita texto sobre feminismo no universo cristão exclusivo pra gente que vamos soltar essa semana no blog <3

O terceiro post foi sobre o Epice. Que lição de simpatia e atenção tivemos com o Alberto Landgraf. Sabe aquela pessoa que quer dar um jeito pra fazer o negócio acontecer? Então, foi ele. Mandou áudio no Whats App, mandou e-mail com foto em alta resolução, falou com a gente por telefone, enfim… só não mandou uma sobremesa, mas tá tudo certo. E foi contando isso para uma amiga, Natali Casaroti, que ela me indicou o Holy Burger, o nosso quarto post..

No post do Holy Burger quem falou com a gente foi o Gabriel Prieto, mas a galera toda apareceu no Face e marcaram mais outra galera e mais outra e no fim tivemos 5.902 pessoas alcançadas,  41 compartilhamentos, comentários de pessoas curtindo o projeto e dizendo que querem visitar a hamburgueria e mais uma mensagem:

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Que delicia saber que fizemos a diferença no dia de uma pessoa! No decorrer da conversa ela nos contou sobre um super projeto que está envolvida (em breve vamos publicar aqui) e como essa publicação foi importante para renovar as forças dela 🙂

A partir daí tinha amigo chamando no chat pra indicar projeto, outros pedindo e-mail…

Captura de Tela 2016-03-01 às 1.28.31 AM Captura de Tela 2016-03-01 às 1.28.56 AMCaptura de Tela 2016-03-01 às 1.29.55 AM

Enfim, a cada post mais pessoas se envolviam, o Fernando Xavier, nosso seguidor mais engajado, “repostava” todos os projetos… até que o Vinicius Lima do SP Invisível, nos enviou um release da Máquina do Bem, startup que ele trabalha. E pronto, era o que precisávamos para fechar a primeira temporada!

No fim, mais de 10 mil pessoas foram impactadas. E a sensação de libertação, medo e ansiedade se transformaram em gratidão, principalmente pela oportunidade de ver views se tornarem vidas.

Obrigada a todos que participaram com a gente, desde os entrevistados a você que deu um like, marcou um amigo, compartilhou…o que quero dizer com esse post (nossa escreveu pra caramba e ainda não deu pra dizer? 😛 ) é o que eu já disse, mas resumindo, de aprendizado ficou:

  • O mundo é uma vila. Um post foi levando ao outro e proporcionando interações fantásticas
  • O pouco é muuuuuito mais do que nada. Comece seus sonhos, causas e projetos. Cristo começou com 12.
  • Deus é o melhor social media do mundo! E são nas pequenas coisas que percebemos como Ele realmente é o dono de todas as coisas.

Não temos uma data marcada para soltar a próxima temporada, mas já estamos selecionando os projetos e você tem canal aberto para indicar iniciativas bem bacanas pra gente 🙂

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Um beijo!

Mari Galindo

 

 

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