O que fazer para resolver conflitos – Parte 2

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Chegamos em algumas conclusões interessantes e bem práticas acerca de como resolver conflitos em  O que fazer para resolver conflitos – Parte 1. Nessa segunda parte a saga para resolver conflitos continua, porém vou antecipar o final do post (spoiler mode on! rsrs) e dizer que não existe jeito ideal ou único para resolvermos conflitos. Calma, o mais importante é que tem jeito! E esse é o objetivo dessa publicação, compartilhar diferentes soluções para os conflitos que nos cercam.

Sai pra lá pessimismo,  vem pra cá esperança

Quando vamos em busca de resolver um conflito é sempre importante agir com fé. A fé não é um mero conceito que usamos somente para falar que cremos em Deus, mas que também se estende a outras esferas da nossa vida, inclusive relacional, até quando estamos “brigados” com alguém. A fé tem uma relação muito forte com a esperança. Se lidamos com conflitos com uma postura pessimista já começamos derrotados antes mesmo de sair de casa. Deixe-me deixar mais claro com um pensamento típico de alguém sempre pensa assim: “Com este tipo de pessoa é impossível, sei que não vou conseguir nada indo atrás dela e também não vou ganhar nada com isso”. Deus nos livre de uma postura assim. É evidente que se começamos com essa perspectiva, conflito algum será resolvido. Vá com esperanças que Deus irá honrar a sua obediência(viver em paz com o próximo). Não podemos afirmar que sempre isso dará certo, porque você está lidando com mais alguém e não é todo mundo que busca uma maneira bíblica para “ficar de boa” com o outro. Se nosso objetivo como filhos de Deus é glorificá-lo, agir em obediência e em amor são belas formas de demonstrar isso.

 

Não é guerra, é paz

A ideia aqui é algo que caminha na mesma direção com um dos pontos que lemos no post anterior. Não vá conversar com uma pessoa pensando em tudo o que ela pode dizer, pensando em todas as respostas e em todos os argumentos possíveis para acabar com ela. É a típica auto-defesa. O problema é que nem sempre toda defesa revela uma virtude, mas sim um coração arrogante, orgulhoso. Vá aberto a reconsiderar também o seu erro. Conflitos são consequência de relacionamentos, por isso a disposição de aprender é fundamental para evitar que o mesmo problema se repita. Tenha em mente que o cristão busca os frutos do Espírito e um eles é a mansidão. Ser manso segundo a definição é alguém que tem controle e domínio sobre seu temperamento e atitude; calma; paciência. É aquele que sabe suportar conflitos sem amargura e rancor. Pense mais nisso no que na sua auto defesa.

 

Não finja bancar o bonzinho

Apesar de ser uma virtude, existe um possível problema quando falamos por exemplo, da pessoa complacente. Porque ela pode as vezes ser motivada apenas para evitar ou acabar com a discussão, mas não com o problema em si. O complacente por exemplo pode dizer: “Eu não vou fazer mais isso, não vou mais agir desta maneira…fica tranquilo. Ta tudo bem”. Mas por dentro não é nada disso que esta acontecendo. Já vimos que o primeiro passo para resolver um conflito é dentro de nós. Atitudes como essa, mesmo que movidas com boas intenções não resolvem o problema. Por isso a integridade é necessária. Ainda que a ferida possa ser profunda a postura ideal é dizer: “Não posso prometer nada nesse momento. Não sei o que posso fazer porque não quero simplesmente ignorar tudo isso e fingir que nada aconteceu, por isso, ore por mim para que eu trate isso da melhor maneira”. A integridade atua não somente na maneira de pensar, mas também na hora de falar e agir. Seja honesto e não finja o que você não pode ou não quer fazer.

 

Não se iluda, falta pouco

É necessária muita maturidade para chegar bem na resolução de um conflito. Todos nós queremos que fique tudo bem o mais rápido possível e para isso precisamos ser realistas. Chegar a um ideal, um ponto em comum, aonde um fala para o outro que vão mudar e que irão resolver cada um o seu problema é um sinal muito positivo. O que dificilmente lembramos é o pós-conflito. Por mais que o ideal seja esteja próximo, é preciso lidar mesmo com o problema e não ignorá-lo. Não é dizer para a pessoa que você vai buscar melhorar sendo que isso é dito apenas da boca pra fora. A postura de sinceridade levará você a pensar constantemente no problema afim de resolvê-lo por completo (por mais que alguns sejam difíceis e demorados), e voltar a conversar sobre o assunto mostrará o progresso nessa caminhada saudável em busca de reconciliação e maturidade.

Podemos olhar para tudo isso, caminharmos nessa direção e outras pessoas não colaborarem conosco ou não terem o mesmo progresso tão facilmente. Paciência é a palavra que deve nos acompanhar. Por isso falamos muito sobre o fruto do Espírito. Não existe uma maneira única e correta para resolver conflitos, mas eles(frutos do E.S) são inegociáveis e úteis para o cristão.

O conflito é inevitável nessa vida, ignorá-lo não é a solução, aprender a lidar com ele é a melhor saída.

Que Deus nos ajude a trabalhar os frutos do Espírito com a intenção de nos aproximar e não distanciar de pessoas.

 

Aqui vão algumas dicas de livros pra você ir mais fundo nesse assunto: Guerra de Palavras, Paul Tripp. Editora Cultura Cristã e O Pacificador, Ken Sande. Editora CPAD.

 

 

Créditos imagem do header: Victor Hugo

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