O que existe por trás do novo EP de Vitor Kivitz

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Foi lançado no dia 6 de dezembro, nas redes sociais, o “Casa é diferente de Lar”. O nome já resume o que vem nas batidas e letras do primeiro EP de Vitor Kivitz. O trabalho dele já apareceu por aqui no post 3 desabafos em formas de rima, mas talvez o sobrenome seja mais comum aos seus ouvidos: ele é filho do Pastor da Igreja Batista da Água Branca, Ed René Kivitz. Mas o sobrenome não faz arte, Vitor sim.

Poderia gastar parágrafos descrevendo a profundidade de letras que misturam ideais, comportamentos e contextos apresentando um evangelho ácido e cru, mas acredito que é mais interessante ouvi-las (no Spotify, YouTube, SoundCloud ou iTunes), embaladas por batidas de rap e hip hop, com melodias de blues e jazz ao fundo.

É normal que após essa dose de sermões em rimas, surjam várias questões um tanto quanto perturbadoras. Acredito que essa é, de certa forma, a intenção. Tivemos a oportunidade de fazer algumas dessas perguntas para Kivitz e descobrir o que existe por trás de seu primeiro Extended Play.

Qual a mensagem por trás do titulo “Casa é diferente de Lar”?

VK: Acho a mensagem não está por trás, ela é explícita. Dizem que o planeta Terra é nossa casa, que a igreja é a casa de Deus. Eu só quis relembrar que casa é diferente de lar.

ep vitor kivitz

As letras demonstram um certo inconformismo, com que o que você não se conforma? 

VK: Desde criança minha melhor maneira de expressar esse inconformismo foi em forma de poesia. Prefiro que as tracks respondam.

O Jesus que você canta é bem diferente do que é apresentado na maioria das igrejas, quais são as referencias que você usa para essa interpretação?

VK: O próprio evangelho narrado na Bíblia seria suficiente. O testemunho de homens e mulheres que abraçaram o verdadeiro evangelho do amor até as últimas consequências também me inspiram demais. Você conhece o Milani, o João Boca, a Analzira, o Pedro do Borel, o Magno Ribeiro, o Rick Lobão? Eu só consigo ver Jesus na vida deles.

Qual sonho você pretende realizar com esse EP?

VK: Já realizei. O sonho era colocar esse projeto na rua. A construção dele levou mais de um ano. Nesse período muita coisa mudou, muita coisa aconteceu. Eu mudei muito. Já estou trabalhando em outro projeto.

Como você enxerga o rap dentro das igrejas?  Ele tem espaço ou ainda sofre preconceito?

VK: Eu só vou onde sou chamado. Ainda assim sempre vejo alguém torcendo o nariz, mas creio que pode ser mais pelo conteúdo do que pelo estilo. Hoje o estilo é bem aceito em qualquer lugar. A mensagem é que ainda sofre certos tipos de censura em alguns lugares. Na música Profetas (faixa 5) eu rimo sobre isso.

Uma pessoa que você gostaria que ouvisse seu EP é…

VK: Sem dúvida essa pessoa é o Jé. Um irmão que a vida me deu e que hoje, por enquanto, não está mais entre nós.

Quem mais te incentivou?

VK: Vish… Não queria mas vou ter que meter aquela: “é tanta gente que prefiro não citar nomes pra não esquecer alguém”. Mas é bem isso mesmo. MUITA GENTE!

Uma pergunta que você se fez durante a produção:

VK: Você realmente acredita no que está cantando?
vitor kivitz
 Dia 15 de dezembro vai rolar o lançamento ao vivo, no Glocal. Se estiver por São Paulo e quiser conferir de perto, é só confirmar presença no evento 🙂
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