O Evangelho de Star Wars

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Você teria que ser de uma galaxia muito distante para não saber que ‘Star Wars: O Despertar da Força’ sairia nos cinemas brasileiros nessa semana. De acordo com as últimas projeções, a mais recente saga de ficção científica promete ser um dos filmes de maior bilheteria de todos os tempos.

Apesar da grande quantidade de campanhas publicitárias, vários espectadores podem não estar cientes das implicações evangélicas em Star Wars. E dada a sua enorme popularidade e história, os filmes merecem tanto a nossa admiração quanto a nossa análise.

Por isso, meus caros padawans, convido vocês para examinarmos as verdades eternas contidas no coração da franquia ‘Star Wars’.

A REAL PROFUNDIDADE DA HISTÓRIA

A partir de uma perspectiva cristã, a história e visão de mundo retratadas nos filmes da franquia merecem tanto comentários quanto críticas. Isso significa que, como em quase todos os casos, a aceitação automática ou a rejeição definitiva não são o caminho.

Não devemos simplesmente evitar a franquia por causa do seu panteísmo profundamente enraizado, expresso essencialmente no ponto de vista de que o Universo é Deus, mas precisamos reconheça-la pelo o que de fato ela é. A força mística de Star Wars que une todas as coisas não pode ser equiparada com o trino Deus que pessoalmente e intimamente está envolvido com a sua criação. Ainda assim, aqueles que acreditam firmemente no sobrenatural não devem desencorajar aqueles que estão propensos a enxergar a vida como algo divinamente conduzido.

ABRAÇANDO O DRAMA CÓSMICO

Star Wars é um drama cósmico. E isso, por si só, cria uma conexão com a nossa fé, considerando que a nossa missão é anunciar um drama cósmico. Nossa mensagem dramática é baseada em um menino especial, localizado em um obscuro deserto, emergindo como a esperança do universo. Em Star Wars, o filho está disposto a morrer para redimir a queda de seu pai; no Evangelho, o Filho enviado pelo seu Pai amoroso dá a sua vida para resgatar os que estão caindo com seu pai Adão.

Mesmo que todas as histórias ecoem a história do Evangelho, esses ecos não são a realidade, mas sim um menor e imperfeito reflexo da realidade.

É assim que a arte funciona: ela reflete e interpreta a vida. Nós amamos histórias porque, em algum nível, como seres humanos, percebemos que somos parte de uma. Como resultado de sermos imagem de Deus, temos um senso de propósito: a história está caminhando pra algum lugar e isso de fato é importante para as nossas vidas. Star Wars nos ajuda a despertar esse sentimento de que fazemos parte de algo maior que nós mesmos.

A HISTÓRIA É FAMILIAR

Assim como qualquer filme, Star Wars é uma oportunidade para entender melhor nosso próximo assim como nós mesmos. Para o bem ou para o mal, nós somos o que nós assistimos e nós assistimos aquilo que somos. A maioria das grandes histórias, independente das intenções dos seus criadores, imitam a história do Criador e se encaixam em algum nível do modelo de criação, queda, redenção e nova criação.

O drama é um predicado sobre conflitos e resoluções, sendo que Deus foi o primeiro a pensar nesse conceito. O bem contra o mal. O herói contra o vilão. A luz contra a escuridão. Existe uma razão para que essas dinâmicas sejam repetidas, nunca ficando velha ou fora da moda.

Elas são estranhamente familiares porque pertencem a história original: a história de Deus e a nossa história. Eliminar esses elementos fundamentais da história é semelhante a imagem de uma pessoa no espelho golpeando-o com um sabre de luz. Isso é simplesmente impossível.

A HISTÓRIA É VERDADEIRA

“Houve histórias sobre o que aconteceu“, disse Rey, a personagem de Daisy Ridley em “O Despertar da Força”.

É verdade, tudo isso. O lado negro, os Jedi, eles são reais” respondeu Han Solo, personagem de Harrison Ford.

Muitas vezes deixamos de enxergar o quão real e verdadeiro são as histórias que assistimos no cinema. Elas não são a verdade porque as mesmas deveriam ter um lugar na história apontando para o que elas realmente fizeram de concreto. Mas elas apontam para a experiência da história de todas as histórias: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam — isto proclamamos a respeito da Palavra da vida.” (1 João 1.1)

Então, quando você estiver indo ao cinema assistir a continuação da história de Han, Leia e Luke, lembre-se do antigo Evangelho de Lucas para o qual a história no coração de Star Wars está apontando.

A história aponta para o Evangelho todo.

Traduzido e Adaptado por Gustavo Neves. Original aqui.
Foto: Reprodução.

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