Não, nem tudo tem uma razão

4

Geralmente encaramos o sofrimento de duas formas: 1 culpamos as pessoas e Deus pelo que está acontecendo; 2 buscamos um sentido maior no qual aquele sofrimento se encaixe dentro de uma linda história. Esse post é sobre a segunda forma, com sugestões, obviamente 😉

Dentro desse contexto, você com certeza já ouviu a famosa frase: “Tudo acontece por uma razão”. Geralmente dita por pessoas que te amam e querem seu bem. Com as mais belas intenções de aliviar dores provocadas por experiências de uma aventura chamada: vida!

Particularmente nunca obtive muito conforto ao ouvir isso.

Em nossa profunda angústia, essa ideia nos obriga a buscar um plano maior, onde aquele período de sofrimento se encaixe perfeitamente e então tudo faça sentido. É uma distração emocional, tentar encontrar o porquê de todo o sofrimento, ao invés de admitir que isso faz parte da vida.

 

 

É possível sim que exista um plano maior, a própria Bíblia diz que os planos de Deus são maiores que os nossos, mas o fato é que, provavelmente não iremos compreende-lo e nessa tentativa, é mais provável, que reduziremos tudo a nossa compreensão e lógica momentânea. Ou seja, é mais fantasia do que realidade.

Ao contrário de buscarmos o sentido da dor, podemos buscar um Deus que também sofreu e está presente em todos os momentos. Um Cristo que sangrou e chora diante do nosso sofrimento, não apenas um agente que tira e coloca a dor, mas que está presente diante das diversas situações. Ao invés de buscarmos motivos, podemos encontrar santidade.

Certa vez o apóstolo Paulo escreveu:  “E sabemos que em todas as coisas Deus trabalha para o bem daqueles que O amam, dos que foram chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28).

Essa declaração não é uma apólice anti sofrimento que nos isenta de momentos desagradáveis, mas um convite a olhar para essas situações com uma perspectiva de amor e bondade.

Não precisamos enxergar o sofrimento como uma reação de causa e efeito entre o natural e o sobrenatural tentando descobrir qual foi a decisão que desencadeou tudo, mas podemos parar e reavaliar a forma como respondemos a esses períodos, confiantes que podemos passar por eles na presença de um Deus amoroso. Assim, a dor sempre vai render frutos valiosos.

 

Adaptado e traduzido por Mari Galindo. Original aqui

No more articles
Fé inteligente todo mês na sua caixa de entrada?