Devemos ir para Marte?

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Abaixo, temos uma ficção que deveria ser lida de olhos fechados. Se fosse possível, alguém poderia sussurrar as palavras para que você apenas tivesse o trabalho de imaginá-las em um contexto a sua escolha. Acredite: imaginação é 50% da interpretação. Se, ao terminar de ler, você chegar a conclusão que ele não faz sentido algum, saiba que chegou bem perto da moral do texto. A ideia não é fazer sentido, mas apontá-lo.

Em um mundo onde se compartilham imagens, mensagens e algoritmos, queremos compartilhar registros de um pensamento “louco”a respeito da nossa peregrinação pela Terra e por um mundo.

 

Devemos ir para a Marte?

A questão surgiu em um debate estratégico, no tópico sobre “até onde devemos ir para levar o evangelho?”, considerando que o mundo todo é muito subjetivo: existe o seu, o meu, o nosso e o desconhecido.

Devemos ir além da ciência. Se os astronautas vão para a Lua então devemos ir para Marte, pensou o meu mundo. Foi o suficiente para iniciar uma discussão monologa e longa. 

Mas por que tão longe, se existem tantos planetas calvos e capilares que ainda não foram povoados com a mensagem sagrada? Talvez porque o acesso a eles é difícil, a maioria possui anéis de ego que os distanciam de outros planetas, além de serem super quentes porque o sol sempre bilha mais forte para cada um deles.

Reforço que devemos ir para fora do planeta azul glace, o que era possível fazer porque aqui já foi feito. Existem bilhões de dados sorteando códigos que exibem passagens, versículos e ensinos sobre a obra de Cristo. Lá distante seria o lugar ideal, seriamos pioneiros em falar de amor e  fé. Livres de concorrência, importaríamos a Cruz que tanto nos importa. 

Chegaríamos pela fé ou por esforços próprios parcelados e envelopados? Qualquer que seja a opção deve estar no planejamento anual, mesmo que em uma tabela de linhas tênues.

Independente do resultado, é melhor fazermos uma confissão sobre nosso propósito em ir para lá, pois faz parte da nossa tradição assinar escritos, acordar versos simples e sinceros:

Vamos à Marte

Podemos ir por mar e terra  

Talvez sejamos mártires

A única certeza é que vamos amar-te, Jesus.

Um minuto de atenção: o mandamento era confins da Terra ou o fim dela? Além disso, não sabemos se em Marte tem céu. Isso seria um problema e tanto, pois não conseguiríamos afirmar quem vai para além das nuvens e quem vai para o lago de fogo. Eles poderiam achar que a Terra é o inferno, não que estivessem totalmente errados, né… Mas ai teríamos um problema com quem está na Terra e acredita que o inferno fica mais pra baixo.

Pior do que isso é o terreno ser muito grande, seria difícil a missão. A principio, nossos custos com logística seriam muito alto, tudo teria que ser “made in earth”. Não sei nem qual o padrão de tomada circula por lá ou será que padrão é um produto exclusivo daqui?

Mas até onde sei não existe vida lá. Isso é um ponto positivo, não? Levaríamos uma palavra de vida, acredito que é exatamente isso o que queremos! Mas a palavra da vida só serve para quem está morto, não para quem nunca existiu. Seríamos peregrinos em círculo.

Realmente não sei mais pra onde ir. A novidade de vida saiu no jornal de ontem. Se gostam da mensagem é porque está errada, se não gostam, matam. Talvez não haja mais lugares cercados por águas de angústia e pedras sem contrito. Acho que nossa missão chegou ao fim. É preciso aguardar a entrega das chaves da Nova Terra. Era de se esperar que atrasassem as obras, que por mais que fosse boa, ainda não está completa.

Talvez nos importamos demais com a chegada, as marcas que temos indicam O caminho…

…é verdade, vida!

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