Como ser um pacificador nos dias de hoje

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O que aconteceria se ninguém quisesse ativamente promover a paz no mundo?

Ao longo dos anos, temos visto pessoas singulares que se levantaram em tempos difíceis para serem pacificadores. Estou pensando em pessoas como Martin Luther King Jr. ou Madre Teresa. Mas na era das mídias sociais, as massas têm um megafone em vez de apenas algumas pessoas. Então, ao invés de olhar para um homem ou uma mulher para trazer liderança para nossos problemas atuais, precisamos de uma multidão de pessoas dispostas a influenciarem à sua volta.

Isso é um baita desafio. No entanto, como uma seguidora de Jesus, sei que cada pessoa que aceita o perdão de Cristo é preenchida com o mesmo Espírito que O ressuscitou dentre os mortos. E sabemos que Deus está comprometido com a justiça e  a reconciliação, e escolheu trabalhar através de pessoas para realizar isso. As bem-aventuranças em Mateus capítulo 5 são uma boa ilustração disso.

Mas, sinceramente, se a igreja não pode liderar essa jornada para uma comunicação eficaz e um engajamento saudável, quem vai fazer isso?

Se os cristãos postarem nas mídias sociais conteúdos carregados de culpa, raiva, medo, ou talvez até pior, se ficarmos em silêncio sobre questões críticas, como estamos seguindo os passos de Jesus, que lidava com a injustiça social de forma construtiva?

 

Como ser um pacificador

Pacificadores não são aqueles que ignoram questões ou tentam acalmar as coisas sem realmente resolver o problema. Pacificadores estão dispostos a colocar-se no meio do conflito e apontam para importantes verdades imutáveis:

Deus se preocupa com a justiça. Deus se preocupa com cada filho e filha. O reino de Deus é multicultural.

Um pacificador está disposto, se necessário, a sacrificar a sua vida para avançar o Reino de Deus.

Agora, na minha realidade confortável, eu provavelmente não vou ter de enfrentar a possibilidade de morrer fisicamente para proteger os outros da injustiça, mas o fato de estar disposta a compartilhar minhas opiniões e argumentos publicamente para defender aqueles que são diferentes de mim a fim de trazer um discurso de paz, com certeza é uma forma de morrer para mim mesma.

Para ser um pacificador, eu tenho que estar disposta a servir os outros e para colocar a preocupação com o próximo à frente de mim.

Ah, você também pode se tornar um pacificador buscando ativamente resolver problemas de lugares que estão quebrados e prejudicando o mundo de forma geral.

Agora talvez você está pensando: “Mas eu sou apenas uma pessoa, o que de fato eu posso fazer? Ninguém me ouve!”

Você tem influência ou pelo menos a oportunidade de influenciar ao seu redor: família, colegas de trabalho, membros da igreja, seus amigos do Facebook ou em qualquer outro lugar que você visita regularmente.

Podemos não ter uma voz que vai impactar toda uma geração ou uma nação, mas o ponto principal do corpo de Cristo é que não é sobre a nossa voz. Nós não estamos fazendo isso por conta própria. Estamos fazendo isso, literalmente, com um bilhão de irmãos e irmãs de todo o planeta (ou, pelo menos, estima-se que seja isso). Se cada um de nós se conectar com aqueles que nos rodeiam, podemos passar essa mensagem ao redor do mundo.

Podemos demonstrar cuidados para com as pessoas e termos conversas que  apontam para Jesus sem serem empurrões ou evangelismo goela abaixo. Sem transformar as pessoas em números ou metas de conversão.

Quer melhor oportunidade de influenciar os outros do que ter uma voz que valoriza a dignidade de todos? Ao invés de ser recusar a tomar partido em uma discussão e se posicionar como o elemento neutro, podemos escolher o lado do amor, do carinho e da dignidade, exatamente como Jesus fez.

Se você não está fazendo isso e sempre deixa prevalecer suas vontades e a “auto-justiça”, então você provavelmente não está servindo no papel de pacificador. Mas nunca é tarde para começar, até porque servimos ao Deus da ressurreição e redenção e você pode pedir para Ele uma transformação nessa área da sua vida.

Não é fácil, mas é o certo

Em nenhum momento a intenção é parecer que isso é uma tarefa fácil. Se fosse fácil, provavelmente não iria fazer uma mudança no nosso mundo. Porque as pessoas estão dispostas a fazerem coisas fáceis, o que elas nem sempre estão dispostas é fazerem coisas saudáveis. Por isso meu desejo é acreditar que como cristãos não estamos em busca de coisas fáceis para fazer no mundo, caso contrário não seguiríamos um Messias que nos convidou a tomar a própria cruz e seguí-lo, né?

Este mundo poderia com certeza ter um bilhão de pacificadores.  E você, que é preenchido com o mesmo Espírito que ressuscitou Cristo dentre os mortos, pode perfeitamente ser um deles.

Jesus nunca nos disse para amar uma causa ou amar uma religião. Ele nos disse para amar a Deus e amar as pessoas. À medida que realizamos essa tarefa saudável, mesmo que difícil, podemos ser os pacificadores que esse mundo necessita desesperadamente.

 

Traduzido e adaptado por Mari Galindo. Original aqui
Imagem: Jiro Ban

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