Como ser multitarefa afeta seu relacionamento com Deus

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Nós somos a geração das mil abas, não conseguimos olhar para o computador sem dar uma olhadinha no celular, tudo isso enquanto ouvimos músicas em ordem aleatória. Somos multitarefa por natureza! Só que não.

Estudos recentes revelam o quão prejudicial é esse ilusório hábito de ser multitarefa. Baseado no artigo Multitarefa está matando seu cérebro – publicado no Inc, o post abaixo, escrito por Daniel Simões, relaciona isso com os preceitos apresentados pela bíblia sobre o assunto (aí, a Bíblia sempre tão atual <3 ). Ah, só uma coisa, se for ler não vale mudar de aba hein!

Resumo do artigo Multitarefa está Matando seu Cérebro

 

“Nossos cérebros são projetados para se concentrarem em uma coisa de cada vez, e bombardeá-los com informações apenas diminui sua capacidade.

Earl Miler é um neurocientista do MIT e  observa que nossos cérebros “não são cabeças multitarefas … quando as pessoas pensam que estão multitarefa, elas estão na verdade apenas mudando de uma tarefa para outra muito rapidamente. E cada vez que elas fazem isso, há um custo cognitivo . “Esta tarefa de comutação constante incentiva hábitos cerebrais ruins. Quando completamos uma tarefa pequena (tipo enviar um e-mail, responder uma mensagem de texto, ou twittar), nosso cérebro é atingido com uma dose de dopamina, mais conhecida como o hormônio da recompensa.

Nossos cérebros amam a dopamina, e por isso estamos encorajados a manter a comutação entre mini-tarefas que nos dão a gratificação instantânea.Isso cria um ciclo de feedback perigoso que nos faz sentir como se estivéssemos realizando uma tonelada de tarefas, quando realmente não está fazendo muito em nenhuma delas (ou pelo menos nada que exige muito pensamento crítico). Na verdade, alguns até se referem a e-mail / Twitter / Facebook como um vício neural.

Um estudo da Universidade de Londres mostrou que pessoas multitarefa durante a execução de tarefas cognitivas experimentaram quedas significativas de QI. Na verdade, as gotas de QI foram semelhantes ao que você vê em indivíduos que pulam de uma noite de sono ou que fumam maconha.

Ser Multitarefa também aumenta a produção de cortisol, o hormônio do estresse e trás a sensação de estarmos mentalmente exaustos (mesmo quando o dia de trabalho mal começou).”


 

 

Tá vendo? E você achando que sua avó estava errada quando mandava você fazer uma coisa de cada vez. Vovó sabe das coisas!

Talvez, como eu, sua primeira reação ao ler esse artigo foi: “eu não tenho escolha! Ou executo mais de uma tarefa ao mesmo tempo, ou não dou conta de tudo o que preciso fazer”. Isso até pode ser verdade, mas você não tem percebido o quanto isso afeta outras áreas da vida em que essa postura não é necessária.

Nós acabamos por importar esse comportamento pra nossa relação com Deus e começamos a avaliar saúde espiritual baseado no que fazemos. O resultado disso é, naturalmente, drástico porque quando fomos salvos, ganhamos uma nova identidade, não uma lista de tarefas. Mesmo as tarefas decorrentes da nossa salvação são viabilizadas pela graça e foi o próprio Deus quem as providenciou – graça e tarefas (Ef 2.8-10).

Lembrei-me de Paulo, que depois de pensar em tudo o que poderia habilitá-lo para o exercício de uma tarefa, resumiu sua existência numa única atividade: “não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço…”. Não eram duas, ou três. Era uma: “esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante,
prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus”.

Toda a vida de Paulo dizia respeito a avançar para o conhecimento de Cristo Jesus. Toda uma vida foi necessária e, ao mesmo tempo, insuficiente, pois o conhecimento de Jesus é um empreendimento a ser desenvolvido por toda a eternidade. Diante do tamanho desta tarefa, Paulo sabia não ter tempo para nada além daquilo que colaborasse com seu objetivo maior.

A implicação disso não pode ser outra senão uma intensa reavaliação de tudo aquilo em que você se envolve. O que isso tem a ver com conhecer mais a Cristo? Isso não significa necessariamente atividade dita religiosa. Significa, antes, perceber a eternidade que permeia as atividades temporais com as quais nos envolvemos, notar os rumores do nosso verdadeiro lar espalhados num mundo caótico e assimilar as expressões de amor do nosso Pai expressas por meio instrumentos sujos e deformados.

No fim das contas, é notar que tudo precisa dizer respeito a uma única coisa: Conhecer Cristo Jesus.

 

 

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