Como os escândalos da Igreja Católica afetam o Cristianismo

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Amanhã, 5 de novembro, chega as livrarias italianas dois livros que documentam o resultado de entrevistas, filmagens e depoimentos que revelam os bastidores superfaturados da Igreja Católica no Vaticano. Os livros “Avareza”, de Emiliano Fittipaldi, e “Via Crucis” de Gianluigi Nuzzi, autor de “Vatileaks”, lançado em 2012 apresentam o maior ídolo da Igreja: o dinheiro.

“Avareza” foca nos grandes gastos feitos pelos cardeais e um suposto desvio de fundos destinados a hospitais, citando também o passeio de helicóptero feito pelo ex-secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, que custou à Igreja US$ 26.400 em 2012 e o mau uso do dinheiro enviado ao Vaticano por paróquias católicas (US$ 415 milhões em 2013) depositados em uma conta usada principalmente para cobrir o funcionamento da Santa Sé e não para trabalhos de caridade.  “Via Crucis” mostra os esforços do Papa em colocar “na linha” as autoridades financeiras da Igreja, alertando que os “custos estão fora de controle” e exigindo transparência depois de encontrar “orçamentos não oficiais” e fundos mal-utilizados por autoridades. A situação é muito grave e triste.

No dia 30 de outubro comemoramos o dia da Reforma, os problemas relatados nas obras acima já tinham relação com os escritos das 95 teses de Lutero e o resultado foi o surgimento do protestantismo. Para a Igreja, houve uma quebra mas não um acerto de contas (literalmente).

Podemos nos vestir do manto das expressões, afirmando que é problema da Igreja Católica e que não temos nada a ver com isso. Podemos soltar um “tá vendo! Falam tanto da gente e tão com a sujeira embaixo do red carpet”. Isso seria o comportamento mais infame que poderíamos ter.

Cada vez mais, as religiões ligadas ao cristianismo tem sido manchete por escândalos financeiros e intolerância religiosa contra gêneros e opiniões diferentes. Há quem diga que somos perseguidos e que isso é o inimigo querendo destruir o corpo de Cristo. Talvez o demônio tenha mesmo parte nisso, mas antes de sair na mídia, ele entrou no templo. Ou talvez seja o próprio Cristo, nos lembrando dos seus ensinamentos sobre ética, idolatria (principalmente ao dinheiro, mais do que estátuas), decência, não visar os próprios interesses, ser o último, servir e amar. A Bíblia fala sobre o caminho estreito. É impossível negar que o caminho está se estreitando rapidamente, sendo que a mesma tecnologia que promove o avanço da mensagem de Cristo e resgata ovelhas perdidas também revela os lobos e isso não é exclusividade da Igreja Católica.

Quando afirmamos ser seguidores de Cristo e consideramos a Bíblia nosso guia, independente dos rituais e tradições que praticamos, aqueles que não vivenciam essas práticas só nos definem como Cristãos. Ou seja, nossa essência está manchada e infelizmente não é pelo sangue redentor. Pior do que o mundo virar do avesso no que diz respeito a contrariar nossos princípios, é virar contra nós utilizando dos nossos próprios estatutos. Satanás usou a própria Bíblia (na segunda tentação ele utiliza a passagem descrita em Salmos 91: 11-12) para tentar a Cristo no deserto. É muita inocência achar que seríamos vitimas de especulações. Somos acusados pelas nossas acusações, colhemos o que plantamos e usamos a palavra pra nossa própria cobiça.

Na Cruz o inferno acreditou ter vencido ao mesmo tempo que os céus triunfavam. Hoje, ao mesmo tempo que satanás nos escandaliza mundialmente, Cristo nos disciplina, aproximando os dias da sua volta. Enquanto isso o joio e trigo crescem…

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