As marcas de um ministério pastoral

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Deus é bom por nos dar pastores. O próprio fato de que Deus chama alguns homens para “cuidar da igreja de Deus” (Atos 20:28) prova que a igreja necessita de cuidados. Deus nos dá pastores porque precisamos de pastoreio. Mas o que é esse ministério? Como um pastor pode ministrar ao seu povo, de uma maneira que ele possa expressar o devido cuidado e preocupação por eles? Na semana passada, passei algum tempo estudando os dizeres de Paulo para os anciãos/pastores de Éfeso (cf. At 20.16-38) e percebi em suas palavras uma série de marcas que estão presentes em um ministério fiel.

O ministério do pastor é humilde

Paulo lembrou os líderes da igreja, “Vocês sabem como vivi todo o tempo em que estive com vocês, desde o primeiro dia em que cheguei à província da Ásia. Servi ao Senhor com toda a humildade…” Paulo poderia humildemente dizer que ele lhes tinha servido com humildade. Ele sempre desejara o bem deles e a glória de Deus em vez de seu próprio bem e de sua própria glória. Ele os serviu como um escravo sob o domínio de Deus, desempenhando fielmente o seu ministério. Ele foi um exemplo de abnegação, estimando mais os seus superiores do que si mesmo. O pastor serve humildemente, servindo como Jesus serviu. Um ministério arrogante é o tipo mais destrutivo de ministério.

O ministério do pastor é ousado

Paulo era humilde e sua humildade lhe permitiu ser ousado. “Vocês sabem que não deixei de pregar-lhes nada que fosse proveitoso.” Paulo não apenas sussurrou ou sugeriu o que era verdade. Ele declarou isto. Ele declarou toda e qualquer coisa que seria benéfica para a sua congregação. Ele não reteve nada que fosse bom para o estado de suas almas. Alguns versos depois, ele diz “nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.” Essa igreja teve tudo isso. Eles tiveram toda a Bíblia, não apenas as partes fáceis ou as partes agradáveis para a cultura circundante. Sua confiança estava em Deus e então ele declarou corajosamente todo o conselho de Deus. Pastores não são chamados para serem populares, mas para serem arautos da verdade.

O ministério do pastor ensina

Paulo lembrou essa igreja que estava “ensinando-lhe em público e de casa em casa.” Haviam duas dimensões públicas e privadas para o seu ministério. Havia um componente de pregação, bem como um componente de ensino ou aconselhamento. Ele pregaria diante de toda a congregação e se reuniria com um indivíduo ou um pequeno grupo. O pastor é, antes de tudo, um ministro da Palavra de Deus e ele é chamado a levar a Palavra ao povo, pregando-a ou ensinando-a. Onde quer que estejam, ele trará a Palavra.

O ministério do pastor é amplo

O ministério do pastor atinge todos os tipos de pessoas e não exclui deliberadamente qualquer grupo. Paulo lembra a igreja que ele testemunhou para ambos, judeus e gregos. Ele pregou a qualquer um e a todos que pudessem escutar. Ele inclusive procurou ativamente diferentes tipos de pessoas. Quem quer que estivesse em seu bairro ouviria o evangelho. Ele sabia que o evangelho é uma boa notícia para todos e queria que todos adorassem juntos em uma igreja, como um só corpo. A notícia era boa demais para esconder de qualquer pessoa.

O ministério do pastor é evangélico

Qual foi o conteúdo da mensagem de Paulo? Quando falou com humildade e coragem, quando ensinou publicamente e em particular, quando foi até os judeus e gentios, o que foi que ele ensinou? “O arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.” Esse é o evangelho, o evangelho do arrependimento do pecado e da fé em Jesus Cristo. O evangelho de Paulo não era um evangelho social, um evangelho da prosperidade ou qualquer outro falso evangelho desalinhado ou terreno. Era o verdadeiro evangelho. O evangelho todo. O evangelho salvador. Foi a boa notícia que declarou: “Arrependei-vos e crede, e sereis salvos”. O ministério do pastor é um ministério que tem tudo a ver com o evangelho.

O ministério do pastor é puro

Isso é um ponto importante em uma época que o evangelho da prosperidade subiu a tal proeminência. “Não cobicei a prata nem o ouro nem as roupas de ninguém. Vocês mesmos sabem que estas minhas mãos supriram minhas necessidades e as de meus companheiros. Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘Há maior felicidade em dar do que em receber’”. O ministério de Paulo não era sobre o enriquecimento pessoal. Não era uma questão de ego ou status. Era sobre servir a Deus cuidando do povo de Deus. Ele serviu como uma ilustração viva das palavras de Jesus, “Há maior felicidade em dar do que em receber.” Se a igreja quisesse saber como isso seria na vida real, eles só precisavam pensar nele. Paulo não se opunha a pagar um pastor pelo seu trabalho, mas nesse contexto ele queria demonstrar a essas pessoas o valor do trabalho duro e a beleza de um ministério puro e altruísta. Paulo podia olhar essas pessoas nos olhos e dizer: “Apenas me doei. Eu nunca tomei.” O ministério do pastor é um ministério puro que se preocupa com as almas, não com o eu. O pastor que ama o seu dinheiro odeia a sua alma.

O ministério do pastor é humilde, corajoso e puro. Ele está preocupado com todos os tipos de ensino antes de todos os tipos de pessoas. Seu conteúdo é o evangelho. Esse é o tipo de ministério que cumpre o dever do pastor: cuidar da igreja de Deus que Ele adquiriu com seu próprio sangue.

Traduzido e Adaptado por Gustavo Neves. Link Original aqui.

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