A lição que fica do debate entre Trump e Hillary

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Nessa última madrugada (10 de outubro), aconteceu um dos debates políticos mais tensos da jornada rumo à presidência dos Estados Unidos. De um lado o republicano e polêmico Donald Trump, do outro a democrata Hillary Clinton, em comum: bocas falando o que o coração estava cheio.

O debate já começou em clima de UFC, sem cumprimentos ou aperto de mãos. A partir daí, as propostas de governo eram apenas introduções a críticas pessoais, sem ponderação. Lavaram a roupa suja com a torneira bem aberta. Hillary jogava na cara toda a postura de ódio as mulheres e minorias expostas nos discursos e videos de Trump, ele revidava com acusações sobre o passado dela. Teve ameaça de prisão e até o diabo foi citado.

Não tinha pão, não foi no circo, não teve sangue (por pouco), mas foi uma verdadeira arena de batalha, daquelas que naturalmente o espectador assiste sem piscar os olhos, torcendo para que o clima só esquente.

Até que um eleitor se levantou, não com uma questão complexa, mas com um desafio: pediu para que um elogiasse o outro. Esse é aquele momento que o cérebro tenta pensar em uma sacada que sirva para cumprir a tarefa e ao mesmo tempo ferir o outro, mas eles foram pegos de surpresa, quem imaginaria que no meio daquele duelo um eleitor se levantaria não contra um candidato, mas a favor de promover a paz e o respeito? Desceu seco.

Então Hillary admitiu: “Respeito a seus filhos. São incrivelmente capazes e leais, e acredito que isso diz muito sobre Donald e é algo que respeito” e Trump assumiu: “não abandona, não se rende, é uma lutadora, e isso é um traço muito bom”

Obviamente não terminaram best friends, mas o aperto de mão encerrou o debate.

Precisamos de mais pessoas que se levantam com a intenção de puxar os outros para a realidade, seja numa roda de fofoca ou em um debate sobre a presidência de um país. Precisamos de pessoas que encorajam o poder do elogio, de enxergar o lado bom, não só da vida, mas do outro e não guardar pra si.  Precisamos de pessoas que nos fazem repensar sobre uma situação e entender que atacar não é avançar, que nos presenteiam com aqueles segundos de pausas que fazem nosso espírito ganhar fôlego e lutar contra nossa carne. Precisamos ser essas pessoas.

 

Se quiser ver o debate na íntregra, fique a vontade 🙂

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