4 razões para sua igreja escrever músicas

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O volume de novos conteúdos de louvor e adoração lançados a cada ano é impressionante. Geralmente às igreja introduzem em seu repertório cerca de 8 à 10 músicas novas por ano. Com essa quantidade grande de conteúdo disponível muitas vezes nos questionamos se não deveríamos escrever nossas próprias músicas. Por que não criamos o hábito de compor músicas na nossa comunidade? Se está é uma pergunta que você se faz com frequência aqui estão quatro razões para que sua igreja escreva novas canções de louvor.

1. O Evangelho 

O evangelho é uma boa notícia que não pode ser expressa ou reduzida a uma música, ou mesmo em várias canções. Mas ao escrever músicas novas estamos anunciando ao mundo que o Deus que adoramos é infinitamente bom, infinitamente digno de adoração, que morreu em nosso lugar para nos dar vida e salvar dos nossos pecados. Se as misericórdias de Deus são realmente novas, todas as manhãs, nunca devemos ficar sem novas expressões de agradecimento e louvor. Nós cantamos “O Evangelho é o poder de Deus para a salvação…” (Romanos 1.16). É isso que não podemos negociar ou abrir mão enquanto escrevemos uma canção.

2. A História 

Cada um de nós é capaz de contar a história do evangelho de uma maneira diferente sem perder a preciosidade do conteúdo. Algumas pessoas conseguem usar a poesia, assim como outras pessoas tem a capacidade de usar figuras de linguagem comunicando de uma maneira bela o evangelho. E o que dizer da nossa igreja? Quais são algumas palavras-chaves na visão da sua igreja, repetidas nas mensagens, mencionadas pelo seu pastor que muitas vezes são repetidas pela igreja ao longo dos anos? Essas frases e palavras servem como base para a composição de uma nova canção e automaticamente se tornarão bem aceitas pela comunidade. Cada igreja passa por momentos de lutas e vitórias e tudo isso pode ser usado no momento de criar uma nova música. Afinal o que mantém uma igreja unida e firme diante de todas as circunstâncias é o evangelho. Imagine agora poder contar sobre tudo isso através das músicas, nada mais é do que o testemunho vivo cantado do que Deus tem feito em nossas vidas e o quão poderoso ele é.

3. O convite

O salmista já deu a dica, nós seguimos na mesma direção: “Cantem uma nova canção a Deus” (Sl 96).
Isso se repete diversas vezes na Palavra (Sl. 33.3; 4.3; 98.1; 144.9; 149.1). Já se perguntou o por que? Talvez Deus entende a nossa tendência para fazer um ídolo de “como as coisas sempre são”. Adoramos isso mais do que as novas experiências que vivemos diariamente com nosso Salvador. Portanto, somos chamados a trazer alguma expressão nova, pessoal e comunitária de adoração. Até mesmo no Apocalipse é mencionado um cântico novo (Ap 5.9; 14.3). Em Apocalipse esse cântico novo sempre está exaltando a Cordeiro de Deus que foi morto, mas que ressuscitou. Mais uma vez é perfeitamente visível a presença do Evangelho nas canções. Cantamos por quem Deus é e pelo o que ele fez por nós.

Deus deu para o ser humano a criatividade e não precisamos nos tornar refém de nenhuma banda ou ministério de louvor para adorar. Deus nos deu o Espírito Santo para nos capacitar. Sejamos mais criativos ao invés de só copiar os outros.

4. O ofício

O ato de escrever novas canções reforça nosso desejo de adorar a Deus e prestar culto a Ele. Canções de adoração não são escritas apenas para serem gravadas ou até mesmo cantadas em público e virar “hits”. Canções que contém uma expressão nova e excelente de adoração também transformam vidas e colaboram para que nosso conhecimento de Deus seja cada vez maior e consequentemente testemunhado. Por isso o ofício para sua igreja escrever novas canções brota da mensagem que a transforma todos os dias e isso revela o prazer em ofertar para Deus tudo o que à Ele é digno e de maneira excelente.


Uma igreja que compões novas canções mostra o quanto Deus tem agido no meio dela, porque o cântico não deixa de ser um ato externo daquilo que esta cheio o coração.

“Os teus decretos são motivo dos meus cânticos…”
Salmo 119.54

 

 

 

 

Texto adaptado  e traduzido por Paulo Neitzke. Original aqui.
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